Partida entre São Paulo e Universidad de Chile acaba em caso de xenofobia

Jogaodor do Univ. Miguel Navarro acusa Bobadilla, do São Paulo, de chamalo de “venezuelano morto de fome”

Créditos: Nelson Almeida / AFP

O São Paulo recebeu o Universidad de Chile na última rodada da fase de grupos da competição e venceu o jogo por 2 a 1, com gols de Sabino e Luciano. Apesar disso, a confirmação do time brasileiro na próxima fase da Libertadores, não foi o centro das atenções na noite de ontem no Murimbis.

O jogador venezuelano Miguel Navarro, da Universidad de Chile, acusou Damián Bobadilla, do São Paulo, de xenofobia. Logo após o segundo gol do time brasileiro, os jogadores das duas equipes se estranharam e terminou com Navarro indignado dentro do campo. O venezuelano chorou e pediu para sair do jogo. Muito abalado, ele recebeu apoio de companheiros do próprio time e também do São Paulo.

Depois do confronto, Navarro fez uma queixa na polícia contra Bobadilla por xenofobia. O jogador venezuelano utilizou suas redes sociais para falar da violência sofrida:

“Queria eu poder ter em minhas mãos a solução para a fome que o meu país vive, espero que Deus me dê abundância para poder ajudar. Não creio que se possa fazer muito sobre a pobreza mental. Nunca me envergonharei das minhas raízes, irei até as últimas consequências frente ao ato de xenofobia que vivi hoje no Brasil das mão de Damián Bobadilla. No futebol não há espaço para discursos de ódio”, disse.

O clube Universidad de Chile também se pronunciou sobre o caso com uma nota nas redes sociais.

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