A determinação veio após o Tribunal Arbitral do Esporte rejeitar o recurso apresentado pelos Eagles, que agora disputarão a UEFA Conference League.

O Crystal Palace foi oficialmente excluído da UEFA Europa League 2025/26, em uma decisão que gerou polêmica e um comunicado oficial do clube expressando indignação. A determinação veio após o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) rejeitar o recurso apresentado pelos Eagles, que agora disputarão a UEFA Conference League, competição de terceiro escalão europeu. A exclusão está ligada à participação do empresário John Textor, que detém ações tanto no Crystal Palace quanto no Lyon, clube francês que também garantiu vaga na Europa League.
A conquista da FA Cup assegurou ao Crystal Palace o direito de competir na Europa League. No entanto, a UEFA considerou que a influência de Textor nos dois clubes violava suas regras de propriedade cruzada, que proíbem um mesmo investidor de ter controle significativo em mais de uma equipe na mesma competição. Como resultado, o Crystal Palace foi rebaixado à Conference League, enquanto o Lyon permaneceu na Europa League. A vaga dos Eagles na competição foi repassada ao Nottingham Forest, que terminou a última Premier League em posição inferior ao Palace.
Em comunicado oficial, o Crystal Palace classificou a decisão como injusta e prejudicial não apenas ao clube, mas também aos seus torcedores. “Nossos jogadores e nosso técnico conquistaram, com mérito, o direito de disputar a Europa League. Essa oportunidade nos foi arrancada, privando nossos leais torcedores de vivenciar esse momento histórico para o clube”, afirmou o texto. O clube também criticou a aplicação das regras da UEFA, apontando que “regulamentos mal elaborados e aplicados de forma inconsistente” comprometem a governança do futebol europeu.
A controvérsia ganhou força devido às negociações recentes envolvendo John Textor. Em junho, o empresário chegou a um acordo para vender 43% de sua participação no Crystal Palace ao magnata Woody Johnson, proprietário do New York Jets, time da NFL. No Lyon, Textor mantém 77% das ações por meio da Eagle Football Group. Apesar da redução de sua influência no clube inglês, a UEFA manteve a decisão de excluir o Palace, argumentando que a estrutura acionária ainda representava um conflito de interesses.



