O objetivo é a redução de sobrecarga para os grandes clubes e maior inclusão para equipes das divisões inferiores.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou nesta quarta-feira (01) o novo calendário para o triênio 2026-2029, priorizando equilíbrio entre redução de sobrecarga para os grandes clubes e maior inclusão para equipes das divisões inferiores. Em cerimônia na sede da entidade, o presidente Samir Xaud destacou o diálogo com federações e clubes, chamando 2026 de “ano de transição” para cumprir promessas como os estaduais limitados a 11 datas.
“Essas mudanças têm dois motivos: reduzir a carga de jogos para os times da elite e aumentar acesso a competições nacionais para os times que por décadas ficam boa parte do ano sem calendário”, disse o presidente durante o evento.
A Série A mantém o formato de pontos corridos, mas ganha fôlego com início em 28 de janeiro e fim em 2 de dezembro, rodando o ano todo com pausa para a Copa do Mundo. Já a Série D expande de 64 para 96 clubes, com 610 jogos (aumento de 100), de 5 de abril a 13 de setembro. Na Série C, mudanças graduais: em 2026, 20 times com só dois rebaixados, visando expansão futura.
A Copa do Brasil cresce para 126 participantes (antes 92), começando em 18 de fevereiro e terminando em 6 de dezembro com final única. Clubes da Série A entram só na 5ª fase, aliviando a agenda dos gigantes, enquanto times de C e D ganham mais vagas. Campeonatos estaduais encolhem para 11 datas (de 11 de janeiro a 8 de março), corrigindo excessos como os 18 dias do Maranhense deste ano.
No regional, Copa do Nordeste (com 20 clubes) e Copa Verde (com 24 clubes divididos entre Copa Norte e Copa Centro-Oeste e o vencedor de cada disputará a final do Verde) seguem e surge a Copa Sul-Sudeste com 12 clubes (duas vagas para cada estado).
Sobre o fair play financeiro, Xaud informou que os estudos para a implantação já estão em estado avançado, porém o anúncio ocorrerá apenas em novembro, quando será apresentado um novo sistema de sustentabilidade financeira.



