Empresário de Wanderlei Silva pede anulação da vitória de Popó

Paulo Schmidt alega parcialidade do árbitro e infrações não punidas durante evento polêmico.

Crédito: Reprodução

O polêmico embate entre Wanderlei Silva e Acelino “Popó” Freitas no Spaten Fight Night 2 ganhou mais um capítulo jurídico: o empresário Paulo Schmidt, agente do ex-campeão do Pride, protocolou recurso ao Conselho Nacional de Boxe (CNB) pedindo a anulação da vitória do tetracampeão mundial de boxe, alegando parcialidade do árbitro e infrações não punidas. O pedido, apresentado na terça-feira (1º), visa declarar o resultado como “sem efeito” para livrar Silva da suspensão de 180 dias imposta pela entidade, após sua desqualificação por três cabeçadas ilegais no quarto round, em uma luta que durou apenas 12 minutos dos previstos oito.

Schmidt acusa o juiz de “rigidez seletiva” contra Wanderlei, ignorando supostas faltas de Popó que comprometeram a integridade do duelo, e argumenta que a arbitragem feriu os princípios éticos do esporte. No entanto, o CNB rejeitou o pleito de forma imediata, mantendo a vitória de Popó por desqualificação e a punição a ambos os lutadores e suas equipes, que incluem proibições de até 365 dias para envolvidos na briga generalizada pós-luta – onde Rafael Freitas, filho de Popó, nocauteou Silva com um golpe na nuca, deixando-o com nariz fraturado em quatro lugares e órbitas quebradas.

Popó, que sofreu fratura na mão direita durante o combate, defendeu-se em nota: “A vitória foi justa; o respeito ao esporte prevalece”.

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