A decisão ecoa o modelo de 2016, quando o grid também contava com 22 carros.

A Fórmula 1 acelera rumo a uma era de 11 equipes com a aprovação oficial pela FIA de mudanças no formato das sessões de classificação, a partir de 2026. Impulsionada pela estreia da Cadillac, a atualização no regulamento esportivo eleva o grid para 22 monopostos, exigindo adaptações para preservar o equilíbrio e o ritmo das disputas pela pole. Anunciada em Genebra, a decisão ecoa o modelo de 2016, quando o grid também contava com 22 carros graças à Manor.
No novo esquema, seis pilotos serão eliminados ao fim de cada uma das fases iniciais (Q1 e Q2), garantindo que dez finalistas cheguem ao Q3 para a briga direta pelo topo. A FIA descartou eliminar sete no Q1 para evitar desequilíbrios, optando por uma divisão simétrica que mantém a pressão competitiva em todas as rodadas – uma escolha que prioriza a “eficiência e o espetáculo”, segundo fontes da entidade.
Além da quali, a expansão impõe desafios logísticos. Circuitos como Zandvoort e Hungaroring podem precisar de reformas nos boxes e paddock para abrigar a 11ª estrutura, incluindo áreas de hospitalidade e caminhões de equipe. A distribuição de prêmios financeiros será redistribuída, com o teto orçamentário mantido, mas exceções para o desenvolvimento inicial da Cadillac – que usará motores Ferrari até lançar os próprios em 2028. Analistas preveem um crescimento de 15% na audiência global, impulsionado pelo apelo norte-americano da GM, alinhado aos novos regulamentos sustentáveis de 2026, com carros mais leves e um “botão de ultrapassagem” substituindo o DRS.
Para Mohammed ben Sulayem, presidente da FIA, essa é uma “transformação marcante” que injeta “nova energia” na categoria. Com testes da Cadillac marcados para 2025, o grid mais populoso promete rivalidades intensas.



