Federações de 19 estados afirmam que “cenário exige uma renovação de ideias, de práticas e de lideranças”

Horas após Ednaldo Rodrigues ser destituído da presidência da CBF, 19 federações estaduais de futebol lançaram um manifesto solicitando uma renovação na Confedera;cão Brasileira de Futebol. Segundo o grupo signatário, é necessário resgatar a autonomia interna e renovar ideias e práticas da instituição, para assim reestabelecer a estabilidade da CBF.
Ao final do manifesto, as federações assumem o compromisso de construir uma candidatura à Presidência e vice-Presidência da CBF mais democrática, integrada e aberta.
Apesar de náo citar Ednaldo Rodrigues, o lançamento do manifesto mostra a perda de força do ex-dirigente diante das federações. Até o início deste ano, Ednaldo detinha o apoio total das entidades, o que o permitiu vencer as eleições da CBF em março. Isolado, Ednaldo Rodrigues luta sozinho para reverter a decisão do TJ-RJ para retornar ao cardo de presidente.
Com o apoio de 70% das federações, o documento só náo foi assinado pelas federações de São Paulo, Bahia, Pernambuco, Espírito Santo, Minas Gerais, Tocantins, Amapá e Mato Grosso.
Veja o manifesto na íntegra:
“MANIFESTO PELA ESTABILIDADE, RENOVAÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO DO FUTEBOL BRASILEIRO. 15 DE MAIO DE 2025.
O futebol brasileiro vive um momento decisivo. É urgente enfrentar desafios estruturais que há anos limitam o potencial do nosso futebol. Precisamos de um calendário equilibrado, arbitragem profissionalizada, gramados de qualidade, segurança nos estádios e competições fortalecidas.
Para que isso aconteça, é fundamental garantir estabilidade institucional à CBF. Precisamos virar a atual página de judicialização e instabilidade que há mais de uma década compromete o bom funcionamento da entidade e o avanço do futebol brasileiro. É também momento de resgatar a autonomia interna da CBF, hoje sufocada por uma estrutura excessivamente centralizada e desconectada das instâncias que compõem o ecossistema do futebol nacional.
Além da estabilidade, o cenário exige uma renovação de ideias, de práticas e de lideranças, bem como a profissionalização definitiva das estruturas de gestão. A CBF precisa ser exemplo de governança, eficiência e transparência — e também precisa voltar a ser a casa de todos que constroem o futebol brasileiro, com um ambiente saudável, inspirador e descentralizado, em que cada um possa contribuir ativamente para a melhoria do esporte que constitui verdadeiro patrimônio nacional.
Unidos com esse propósito, assumimos o compromisso de construir uma candidatura à Presidência e Vice-Presidências da CBF comprometida com um novo ciclo para o futebol brasileiro: mais democrático, mais integrado e mais aberto à participação de todos. Queremos uma CBF forte, querida por dentro, admirada por fora — e novamente amada por todos que fazem do futebol a alma do nosso país.”



